Há ainda, a hipótese de que os pêlos desta região por pequenos traumas locais “cresceriam para dentro” da pele e funcionariam como corpos estranhos, levando a inflamação e infecção local. Apesar da provável relação existente entre esta patologia e os pêlos da região sacrococcígea, há casos onde não se encontra qualquer evidência de pêlos (principalmente nos casos que ocorrem no sexo feminino) e nenhum achado histológico nas lesões que são enviadas para o laboratório após sua exérese cirúrgica, que justifiquem completamente essas teorias citadas.

Manifestações clínicas
Os sintomas iniciais são geralmente dor ou desconforto na região interglútea, que com algumas horas ou dias pode piorar, aparecendo aumento de volume com a formação de um nódulo, associado a calor e vermelhidão local. Pode haver drenagem espontânea, com saída de secreção mal cheirosa (pus). Quando isto não acontece o paciente procura auxílio médico, pois a dor não cede sem a drenagem.
Após a drenagem há melhora importante dos sintomas e o paciente começa a apresentar saída de secreção em pequena quantidade por esta região (fístula pilonidal).
Geralmente o orifício de drenagem da secreção é único e se situa na linha média, mas dependendo da intensidade do processo inflamatório e infeccioso, pode-se observar mais de um orifício fistuloso, ás vezes, fora da linha média e próximo ao ânus, podendo ser confundido com uma fístula perianal.
O paciente pode experimentar períodos de melhora importante, onde há desaparecimento da secreção por algum tempo, mas raramente há cura espontânea sem o tratamento adequado.

Tratamento
O tratamento é diferente dependendo da fase em que se encontra a doença. Na fase de abscesso, onde há muita dor, vermelhidão e calor local, a drenagem é fundamental. Esta é realizada com um estilete e pode ser feita no consultório com anestesia local ou no centro cirúrgico sob raquianestesia ou peridural, associada à sedação.
Nesta fase, o tratamento definitivo não é possível apenas com a drenagem do abscesso. Após a melhora clínica com a sua drenagem e o uso de antibióticos (que podem ou não ser usados dependendo da intensidade do processo infeccioso) aparecerá uma fístula com saída freqüente de secreção em pequena quantidade nas roupas íntimas do paciente.

Quando há diminuição do processo inflamatório e infeccioso no local, pode ser indicado o tratamento definitivo, que se baseia na excisão cirúrgica da pele e tecido subcutâneo desta região, abrangendo o cisto pilonidal e seu trajeto fistuloso. A cirurgia é feita no centro cirúrgico de forma eletiva, com raquianestesia ou peridural mais sedação e dura por volta de 20 minutos apenas. O paciente fica internado de algumas horas a um dia no hospital. A ferida operatória pode ser deixada “aberta”, isto é, sem pontos para que haja cicatrização por segunda intenção. Nesta técnica, que tem a vantagem de apresentar menos complicações, a cicatrização completa da ferida ocorre em média em seis a oito semanas. São feitos curativos diários com gazes e soro fisiológico e deve-se ter o cuidado com os pêlos na região para não caírem dentro da ferida. Também há a possibilidade de marsupialização (técnica onde há aproximação das bordas da ferida) ou o fechamento da ferida operatória por várias técnicas, com a cicatrização mais rápida, mas com a desvantagem de se ter maior chance de infecção e deiscência da mesma.

Existe o tratamento sem cirurgia, que se baseia na injeção local (na fístula) de Fenol a 80% provocando a esclerose do folículo piloso e da fístula. O procedimento é feito em consultório sem anestesia e, geralmente, são necessárias algumas seções para o efeito desejado. O índice de recidiva (retorno da doença) com esta técnica chega a até 30%. Com a cirurgia também pode haver recidiva, mas a chance é menor e é de mais ou menos 10%.

Sinônimos e palavras relacionadas:
Cisto pilonidal, cisto sacrococígeo, cisto dermóide, fístula pilonidal, doença pilonidal e abscesso pilonidal.

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